Imobiliárias transformaram um problema em uma rede solidária

Para melhorar a integração entre os colaboradores das empresas participantes, em 2005 a Associação Rede Imóveis promoveu uma Gincana envolvendo os colaboradores das imobiliárias parceiras. O mote da campanha era a música “Prelúdio”, de Raul Seixas: “sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.” O espírito da rede solidária já nascia aí.

Com o sucesso da ação, e ao constatarem a dificuldade encontrada pelos seus clientes em se desfazerem de objetos que não seriam utilizados no imóvel comprado, vendido ou alugado, surgiu a ideia de montar um bazar beneficente. Dessa forma, em 2006 criou-se a Rede Solidária Curitiba.

Como funciona a Rede Solidária

Hoje a estrutura conta com sete colaboradores e um espaço de aproximadamente 450 m².

Dez das mais tradicionais imobiliárias curitibanas mantêm a associação. Galvão Locações , C3, J8, Baggio Imóveis, Brasil Brokers, Cilar, Habitec, Imobiliária 2000, Kondor e Razão desenvolvem o trabalho voluntário voltado ao atendimento das camadas mais necessitadas da sociedade.

O vice-presidente da Rede Solidária e diretor da Baggio Imóveis, Leonardo Baggio, afirma que, por serem privilegiados, têm a obrigação de trabalhar por um mundo mais justo e melhor. “Sabemos que mudar de imóvel é sempre complicado, geralmente as pessoas não sabem o que fazer com os antigos móveis, para quem vender ou aonde descartar e nós percebemos essa dificuldade”, explica o vice-presidente.

O objetivo do bazar é a arrecadação de doações diversas como móveis, eletrodomésticos, roupas, calçados, brinquedos e outros objetos. O importante é estar em bom estado de conservação, visando gerar recursos financeiros a serem distribuídos às Instituições Filantrópicas parceiras.

No momento são quatro as entidades assistenciais beneficiadas pelas imobiliárias: Associação Franciscana de Educação ao Cidadão Especial – AFECE, Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional – FEPE, Hospital Pequeno Príncipe e Socorro aos Necessitados.

Neste ano a Rede Solidária planeja doar R$ 160 mil às quatro entidades.

“Já cumprimos a meta do primeiro semestre, em julho conseguimos doar R$ 80 mil”, conta Leonardo. O doador pode entrar em contato com a associação através do telefone, e-mail, Facebook ou site e agendar a coleta. Na data marcada, os colaboradores irão até o local com o uniforme e o veículo da Rede Solidária. No ato da coleta é entregue um recibo formalizando as doações.

O bazar, realizado de segunda a sexta-feira, das 12h às 16h, ocorre na Rua Raul Joaquim Quadros Gomes, 495, no bairro Tarumã. Todas as quartas-feiras o horário é diferenciado: das 9h às 16h.

Fátima Galvão, diretora executiva da Galvão Locações, apoia essa ação social como prática corporativa, pois acredita que as empresas têm o dever de contribuir para a melhoria da sociedade. “As empresas desse segmento devem investir no envolvimento intenso com seus clientes. É um grande público que deposita confiança em nosso trabalho. Então temos a obrigação de fortalecer essa credibilidade inicial, precisamos devolver algo positivo para a sociedade.”

A diretora garante que hoje encontramos muitas pessoas com consciência social e que as empresas devem contribuir para esse desenvolvimento como investimento social interno, ajudando as pessoas a desenvolverem essa responsabilidade. “As pessoas lembram-se da nossa marca e das entidades que ajudamos, acaba sendo um marketing, mas um marketing do bem”.

Qualquer pessoa que queira fazer o bem é convidada a participar. São várias formas de colaborar com a Rede Solidária, desde ajudar na divulgação do projeto, visitar para comprar os bens doados, até como voluntário fixo durante o bazar. A ideia é criar uma rede do bem, unindo pessoas e entidades que buscam construir um mundo melhor.

Nancy Maria Tallão, presidente da Rede Solidária e diretora comercial da Habitec Imóveis, garante que o trabalho voluntário é sempre muito bem-vindo e que nenhuma instituição sobrevive sem ele. A presidente garante também que nesse conceito todos os envolvidos saem ganhando: “quem tem algo a doar faz a entrega de forma planejada, quem precisa adquirir produtos a preços acessíveis encontra diversas opções no bazar e quem depende de recursos para manter o atendimento aos necessitados ganha o repasse financeiro da iniciativa”.

 

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