Comida Peruana: um festival de aromas, cores e sabores

Seja pela cor, pelo tempo ou pelo sabor único, nosso vizinho aqui na América do Sul tem uma das comidas típicas mais amadas do mundo.

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Foto: 123RF

Eleita pelo World Travel Awards, premiação de maior prestígio na indústria do turismo, por seis anos consecutivos como a melhor culinária do mundo, o Peru recebeu contribuições multiculturais que deram certo. Os ingredientes variados, coloridos, repletos de sabor e cheiro, fazem pratos de comer com os olhos.

Mas se você não pode viajar agora, fique tranquilo, nós vamos te proporcionar a sensação de turismo gastronômico! Conversamos com Fernando Cleonares Matsushita, responsável pelo famoso restaurante “Peruano – Gastronomia e Cultura”, que nos conta sobre a comida peruana.

O que é a comida Peruana?

É uma herança da agricultura deixada pelos Incas, da “comida criolla” de colonizadores espanhóis, de temperos e especiarias dos mouros, dos doces dos africanos e por fim dos chineses com ervilha, gengibre e molho de soja.

Os ingredientes básicos da culinária andina são os frutos do mar, arroz, frango, plantas, mas principalmente a batata, o milho e ajís (as pimentas peruanas).

“Existem muitas pesquisas sobre a comida peruana. Elas mostram que há aproximadamente 3.500 espécies de batatas, 460 de milho e 1.100 de pimenta. Os pratos típicos somam 4.000 e as fusões ao redor do mundo, 3.500”, explica Fernando, que inclusive esta escrevendo um livro sobre a história da gastronomia peruana.

Pratos típicos

Tanto no Peru como no restaurante você encontrará dois carros chefes, um quente e um frio:

– O primeiro é o ceviche, feito com peixe cru, pimenta, sal, limão e cebola roxa. Ele é datado de 2000 a.C. pelo povo Mochica que vivia no litoral norte do Peru. “A única diferença está no peixe. Por ser banhado pelo Oceano Pacífico, o Peru tem peixes musculosos e firmes. Aqui nós utilizamos a tilápia por ser versátil, ter boa textura e não ter cheiro forte. Também gosto do robalo, pescada amarela e linguado”. 

– Já o lomo saltado tem registros do final do século XIX e leva escalopes flambados com pisco, shoyu, vinagre, tomate e cebolas. No restaurante o prato é acompanhado por arroz e batata fritas. “Nada mais é que o conhecido contrafilé e também pode ser feito com filé mignon e filé argentino”.

O que não é consumido no Brasil?

Como cada país tem sua cultura, haverá pratos que para nós são estranhos. Um deles é o Porquinho-Da-Índia, conhecido por lá como Cuy devido ao som que produz. “Para os moradores do Peru ele é considerado uma iguaria e fonte de muita proteína”.

Por aqui, principalmente no sul, os campões de rejeição são as pimentas e o coentro. “É preciso entender que na verdade as pimentas fazem a caracterização do prato, não são necessariamente picantes, mas transmitem sabor, essência e o colorido. Já o coentro acredito que muitos não sabem usar”, analisa Fernando.

A Trajetória do Peruano

 

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Equipe do almoço restaurante Peruano Gastronomia e Cultura. Dev, Lu, Titi, Yolanda, Gugu, Zazá e Fernando. Foto: f/stop

Fernando saiu do Peru em 1992 e foi morar no Japão. Lá conheceu sua mulher, a brasileira Ilza Miura, conhecida como Zazá. Juntos iniciaram a carreira na gastronomia profissional. Em 2001 uma viagem para Belo Horizonte – MG, um primo de Fernando o convidou para conhecer Curitiba. “Eu e Zazá tínhamos o acordo de nunca morar em nosso país de nascimento, deveria ser um ‘lugar neutro’, mas chegando a Curitiba me apaixonei e desembarquei aqui em 2008”.

Inicialmente eles trabalharam em feiras gastronômicas, na administração de um restaurante japonês e venderam marmitas peruanas inspiradas na apresentação japonesas – conhecidas como “obentôs”. Uma casualidade fez com que Fernando abrisse a “Galeria do Café Culinária Contemporânea” em um mercado em Curitiba. Muitas pessoas gostaram da cozinha internacional do local, mas a cafeteria não era o que ele almejava. 

As portas do novo restaurante foram abertas em janeiro de 2017 com um soft opening (evento teste antes da inauguração oficial). “Esse modelo funcionou em todos os finais de semana de janeiro e foi muito legal. Ganhei a simpatia de amigos, de pessoas ligadas ao mundo do futebol e da música”, relembra Fernando.

O proprietário afirma que não trabalha com a culinária contemporânea, apenas com a gastronomia ancestral e caseira. “Esse é o único restaurante tipicamente peruano no sul do Brasil. Eu quero vender a experiência e autenticidade, então o cardápio é totalmente dedicado ao Peru”, finaliza.

E aí, que tal conhecer um pouco desses sabores?

Acesse Peruano Gastronomia & Cultura.

2 comentários sobre “Comida Peruana: um festival de aromas, cores e sabores

    1. Que bela oportunidade você teve!!! Nós também adoramos conhecer um pouquinho mais sobre esse país incrível.
      Obrigada pela visita =)

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