Festival de Cinema da Lapa

Há 10 anos o Festival de Cinema da Lapa é uma das principais celebrações do cinema nacional e em 2017 foi realizado entre os dias 22 e 26 de novembro, na histórica cidade da Lapa (PR), localizada na região metropolitana de Curitiba. Além de levar arte e informação aos participantes, a intenção do evento é incentivar o turismo histórico da cidade.

Promovido pelo Instituto Histórico e Cultural da Lapa, em parceria com o Instituto Borges da Silveira, o evento é considerado uma das principais celebrações do cinema nacional e é sem dúvida um dos mais importantes acontecimentos Culturais do Paraná.

Ao todo foram exibidos gratuitamente 34 filmes, de apelo popular e que ao mesmo tempo preservam uma qualidade artística, ao longo dos cinco dias de evento.

“Começamos com um desafio muito grande e poucos recursos. Tivemos a ideia de armar uma tenda aberta para que fosse um festival diferente, também contávamos com o Cine Teatro Imperial onde exibiríamos os longas, acontece que o cinema é um patrimônio e está passando por um processo de tombamento. Hoje os longas, os curtas e os infantis (com participações escolares) são projetados na tenda, então virou uma referência. O histórico Theatro São João também faz parte dos locais disponibilizados para o Festival.”, explica Maria Inês Borges da Silveira, Presidente do Instituto Histórico e Cultural da Lapa-PR.

Com uma programação diversificada, a mostra também levou ao público documentários nacionais, curtas metragens e longas metragens, além de oficinas, workshops e bate-papos relacionados ao tema com a presença de convidados ilustres do meio audiovisual.

“As novidades só cresceram através dos anos, eu até brinco que o evento vira um Oscar da Lapa. Mas, com certeza, essa é uma conquista significativa de pessoas empenhadas e com a ideia principal de realizar uma cerimônia para estimular o turismo, incentivar novos talentos e enaltecer a cultura. As oficinas paralelas, que acontecem também em cidades vizinhas, já revelaram vários bons cineastas e hoje são eles os responsáveis pela apresentação dos curtas. Há ainda uma parceria com a RIC-TV, a emissora abre para todo o Paraná a inscrição de filmes pelo celular com duração de um a três minutos e os três primeiros colocados são premiados. Outra novidade foi o júri popular na Mostra Competitiva, em que era possível votar no preferido por meio de totens, além da exposição de fotos no Theatro São João”, conta Maria Inês.

Mostra Competitiva

Todos os anos, essa é a atração mais aguardada do Festival. A primeira exibição foi o filme “João, O Maestro”. O filme é uma produção da LC Barreto e Filmes Equador em parceria com a Globo Filmes. Protagonizado pelo ator paranaense Alexandre Nero, a obra conta a história de João Carlos Martins, um dos grandes nomes da música brasileira.

Dando sequência, foi exibido na sexta-feira “O Filme da Minha Vida”, uma produção Bananeira Filmes em parceria com a Globo Filmes e mais recente trabalho de Selton Mello como diretor. A obra conta a história do jovem Tony, que decide voltar a sua cidade natal e ao chegar descobre que Nicolas, seu pai, também está lá. O filme traz uma abordagem sobre conflitos e inexperiências juvenis.

No sábado foi a vez de “A Menina Índigo”, de Wagner Assis, que está em cartaz em vários cinemas. A obra da Cinética Filmes e Produções conta a história de Sofia, uma criança especial que desenvolve o dom de curar enfermidades. Quando um jornalista sensacionalista descobre sobre a menina, obriga seus pais separados a se unirem para auxiliá-la.

Domingo, fechando a mostra, foi exibido o longa “Bye Bye Jaqueline”, de Anderson Simão. A produção conta a história de Jaqueline, uma jovem humilde de 16 anos, bolsista em um colégio particular, que passa seus dias dividida entre os estudos e os pensamentos em Fernando, o garoto mais bonito da escola e por quem ela está perdidamente apaixonada. O que ela não imagina é que sua melhor amiga, Amanda, já namorou o rapaz e que ele próprio tem um segredo capaz de impedir qualquer chance de namoro entre os dois.

Troféu Tropeiro

Entre os grandes destaques da programação está a entrega do tradicional Troféu Tropeiro. Quatro longas foram premiados com melhor ator, atriz, direção, produção, figurino, roteiro, atriz coadjuvante e ator coadjuvante, somando 16 troféus, sob a curadoria do cineasta Fernando Severo, além do destinado anualmente a um grande artista brasileiro. Em 2017, a homenageada do festival foi a atriz Eva Wilma, que recebeu a estatueta, na sexta-feira 24 de novembro, pelas mãos do criador, o artista plástico Luiz Gagliastri. Ao obtê-lo, a atriz emocionada elogiou a iniciativa, a organização e a continuidade do Festival: “São poucos os eventos que se mantêm no Brasil em edições anuais, Parabéns Maria Inês, Parabéns Diretoria do Instituto Histórico e do Instituto Borges da Silveira, Parabéns Lapa”.

PREMIAÇÃO 10º FESTIVAL DE CINEMA DA LAPA

1. Melhor ator coadjuvante
Davi Campolongo por “João, O Maestro”
2. Melhor atriz coadjuvante
Ondina Clais por “O Filme da Minha Vida”
3. Melhor trilha sonora
Plinio Profeta por “O Filme da Minha Vida”
4. Melhor som
George Saldanha, François Wolf e Armando Torres Junior por “João, O Maestro”
5. Melhor direção de arte
Claudio Amaral Peixoto por “O Filme da Minha Vida”
6. Melhor montagem
Bruno Lasevicius e Julia Pechmann por “João O Maestro”
7. Melhor fotografia
Walter Carvalho por “O Filme da Minha Vida”
8. Melhor roteiro
Marcelo Vindicatto por “O Filme da Minha Vida”
9. Melhor atriz
Leticia Braga por “A Menina Índigo”
10. Melhor ator
Murilo Rosa por “A Menina Índigo”
11. Prêmio especial do júri
“Bye Bye Jaqueline”
12. Melhor diretor
Selton Mello por “O Filme da Minha Vida”
13. Melhor filme – Júri popular
“João, O Maestro”
14. Melhor filme – Júri oficial
“João, O Maestro”

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