A arte circense é para todos!

Já nos acostumamos a ouvir de pessoas que querem modelar o corpo que não acham a musculação prazerosa e que não encontram uma atividade que seja compatível com elas. Que tal experimentar uma aula diferente de tudo que já fez? O circo há tempos faz sucesso devido às acrobacias, aos desafios, a superação e claro, a diversão.

As aulas de circo, que estavam em alta anos atrás, continuam firmes e só parecem aumentar, pois cada vez mais vemos lugares oferecendo-as. Talvez um dos maiores motivos de tamanha adesão seja a tendência de nunca cair na rotina.

O circo é amplo em atividades, então se a pessoa enjoar de um aparelho, por exemplo, pode começar outro. Os treinos vão desde malabarismo, aéreos, cama elástica e equilíbrio, até acrobacia de solo, em dupla ou em grupo. São tantas modalidades que fica difícil cair na mesmice.

A dinâmica que o circo proporciona é o diferencial. As atividades são desafiadoras e os alunos buscam vencer seus medos e bloqueios enquanto trabalham o corpo. Algumas barreiras precisarão ser quebradas. Pode ser o medo de ficar de cabeça para baixo ou até o de confiar no colega de turma em uma acrobacia em dupla.

O propósito da aula dependerá do praticante, uma vez que existem alunos que começam o circo porque acham as aulas tradicionais de academias chatas e estão interessados no trabalho corporal. Existem também os que desejam aprender alguns truques em determinado aparelho ou alguma acrobacia.

“Já tive um aluno que estava focado em perder o medo de altura e outro que sonhava em aprender rolamento frontal, a famosa cambalhota, porque nunca tinha aprendido quando criança. Aqui o gasto calórico, por exemplo, acaba sendo apenas uma consequência”, conta Michelle de Lara, psicóloga pós-graduada em Psicomotricidade Relacional, que acabou encontrando o circo quando procurava por uma nova atividade física.

Ela revela que exercícios para o corpo e a arte sempre estiveram presentes na sua vida, inclusive fez aulas de dança durante muitos anos, mas parou quando entrou na faculdade. Em 2009 começou a fazer aulas apenas como passatempo. “Uma amiga havia comentado que gostaria muito de aprender tecido acrobático e na época eu nem sabia o que era isso. Fui pesquisar e fiquei maravilhada que existia a possibilidade de aprender uma atividade como essa. Foi então que busquei uma escola, mas na época não havia tantas opções”.

Hoje Michelle é artista circense com especialização em aéreos e contorção, além de trabalhar como professora aos sábados de manhã, ministrar workshops de flexibilidade artística e atuar em eventos. “Mas também me considero uma eterna aluna, afinal os treinos nunca param e sempre há algo novo para aprender”.

A TripCirco, escola onde ela dá aulas, é um holding na área de circo que engloba as seguintes empresas: Cia. artística, escola de circo, fabricação de materiais circenses, produtora de eventos e espaço cultural. Na Escola Experimental há turmas regulares para adultos e crianças durante todo o ano letivo que desenvolvem e aperfeiçoam técnicas circenses. No início das aulas há todo um preparo físico que inclui exercícios aeróbicos de força e consciência corporal, depois o aluno fica livre para escolher o que ele quer aprender. Então se a pessoa optar por treinar tecido acrobático ou trapézio, poderá continuar fazendo força e tendo um gasto calórico muito maior do que a pessoa que escolher treinar malabares ou equilíbrio, por exemplo.

“Aqui o gasto calórico, por exemplo, acaba sendo apenas uma consequência”
Michelle de Lara

Entre os principais exercícios trabalhados estão os de resistência, força, aeróbicos e, principalmente, os de consciência corporal já que em várias acrobacias, tanto no solo como nos aparelhos aéreos, os alunos ficam de ponta cabeça e assim a percepção corporal e orientação espacial mudam.

A professora explica que essa prática pode ser feita por qualquer pessoa, pois abrange atividades diferentes sendo possível escolher qual melhor se adapta a sua condição física. “De qualquer forma é sempre aconselhável consultar um profissional antes de começar uma atividade física e isso inclui as aulas de circo. Também vale lembrar que antes de tudo o aluno terá aulas educativas e que há progressões para que ele possa realizar o próximo exercício, e para que aprenda com consciência e segurança. As atividades, por exemplo, são sempre feitas com o auxílio de aparelhos de proteção”.

A frequência dependerá dos locais. Há aqueles que oferecem aulas diárias, enquanto outros apenas duas vezes na semana. Mas como toda atividade física recomenda o descanso, geralmente os alunos escolhem praticar de duas a três vezes na semana.

E você, tá esperando o que?
Vai pro circo!

Serviço
TripCirco
Av. Sete de Setembro, 2618
(41) 3018-8430
tripcirco@tripcirco.com
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Foto de capa | Crédito: 123RF

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