Servir comidas em cone virou moda

Aqui em Curitiba a forma geométrica do momento é o cone, pelo menos nas cozinhas.

Comida no cone? Sim, você leu certo. Como comprova o já conhecido temaki, o estilo é completamente viável. O problema é que nem todo mundo gosta de comer peixe cru, então as redes de alimentos e empreendedores enxergaram ai uma brecha para ganhar dinheiro.

A grande vantagem deste modelo é oferecer praticidade e rapidez ao consumidor que pode comer sem dificuldade enquanto caminha, por isso, uma das ideais principais é que esse negócio não seja exatamente um ponto de destino para o público, mas que esteja no meio do caminho das pessoas. Pelo fato de ser uma alimentação rápida, o valor médio gasto por um cliente é baixo. Dificilmente um consumidor gastará mais de R$ 15 com o produto.

Por se tratar de um modelo de comércio relativamente novo, para o proprietário o risco no investimento é maior, então é necessário que o empreendedor avalie se os sabores e a forma de consumo dos alimentos são adequados à realidade de sua região.

Aqui na capital paranaense eles já servem de formato para batatas fritas, churros, coxinha, café e até peixe.

Na Inglaterra e em países colonizados por eles, o fish and chips (peixe com batata) é uma típica comida de rua servida tradicionalmente nos cones em todas as esquinas. Até a década de 80 o formato era feito de jornal e servido nas ruas de Londres.

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O Sirène trouxe o Fish and Chips por sua história, praticidade e para popularizá-lo. Foto: 123RF

O advogado Afonso Natal Neto, 31 anos, explica que elegeu esse alimento porque as versões servidas desse prato aqui em Curitiba ou são “gourmet” ou estão simplesmente no meio do cardápio de algum restaurante. “Nós o trouxemos por sua história, praticidade e no intuito de popularizá-lo por aqui”.

Afonso é um verdadeiro empreendedor da área. Ele adquiriu experiência após ter morado fora do Brasil e de uma série de viagens, atualmente trata o direito como sua segunda profissão, pois se dedica totalmente ao bar Sirène Fish and Chips e a recente barbearia que abriu com mais dois sócios, a Corner Barbershop.

Ele conta que mudou de profissão devido à vontade de empreender, de criar, de tirar seus projetos do papel e que quando surgiu a oportunidade de poder trabalhar com alimentos não pensou duas vezes. Afonso acredita que o mercado de alimentação sempre foi promissor desde que seja ofertado um produto de qualidade aliado a um preço justo e em um ambiente agradável.

“Mudei para realizar os sonhos. Nunca trabalhei com alimentação, a ideia do bar surgiu como uma oportunidade, todavia não poderia ser apenas mais um bar, tinha que ser algo diferente, que agradasse a todos. Sempre pensei em fazer algo de qualidade com preço justo e conseguimos isso com o Sirène, ele não é só mais um”, acredita Afonso.

No estabelecimento onde trabalham quatro pessoas, o Chef Alexandre Duarte é quem comanda a cozinha com muita paixão. A equipe faz tudo com muito amor e carinho e isso, sem dúvida, reflete em cada porção servida. “As vantagens do meu trabalho são conhecer pessoas novas e poder agradar o consumidor, resumindo, a maior delas é com certeza poder ver o sorriso das pessoas” afirma Afonso.

Um cone do local é realmente suficiente para uma porção, sendo que hoje no cardápio eles possuem três opções: fish and chips por R$15, só as chips por R$12 e apenas fish por R$18. Todas as porções acompanham molho que deve ser escolhido entre tártaro, maionese da casa, chilli ou mostarda. Em média um cone demora entre 10 a 15 minutos para ficar pronto, chegando há 25 minutos em dias mais movimentados.

SERVIÇO:
Sirène Fish and Chips
Rua Trajano Reis, 150 – São Francisco.

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